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Altavia contesta resultado da primeira fase do Concurso de Alta Velocidade do troço Lisboa-Poceiró


Altavia contesta resultado da primeira fase do Concurso de Alta Velocidade do troço Lisboa-Poceiró
2010-01-29

Altavia contesta resultado da primeira fase do Concurso de Alta Velocidade do troço Lisboa-Poceiró

Após a recepção do Relatório Preliminar de Avaliação de propostas da primeira fase do Concurso de Alta Velocidade do troço Lisboa-Poceirão, no passado dia 15 de Janeiro de 2010, o consórcio Altavia apresenta a sua pronúncia com base nos principais pressupostos solicitados – Custo, Qualidade e Risco.

Assim, em função das classificações atribuídas pelo Júri do Concurso em cada um dos factores e subfactores, a classificação base foi de 6,36 pontos para o consórcio ELOS (liderado pelo grupo Soares da Costa), de 6,43 pontos para Consórcio Altavia (liderado pelo grupo Mota-Engil) e de 11,43 pontos para o Consórcio Tave Tejo (liderado pelo grupo FCC).

Com base na classificação do Relatório Preliminar, o Júri decidiu seleccionar para a fase de negociação as propostas apresentadas pelos agrupamentos Tave Tejo e Altavia, por serem as propostas melhor classificadas.

Apesar da pontuação obtida, o consórcio Tave Tejo apresentou valores negativos nos pressupostos Qualidade e Risco. Ao contrário do consórcio melhor classificado, os agrupamentos Altavia e ELOS, apresentaram valores claramente positivos nos dois pressupostos atrás descritos.

O Consórcio Tave Tejo obteve a pontuação mais elevada quanto ao pressuposto preço, em detrimento dos restantes concorrentes.

O Consórcio Altavia e o Consórcio ELOS obtiveram resultados positivos em Qualidade e Risco. Os dois agrupamentos obtiveram 12,39 pontos e 12,87 pontos em Qualidade, respectivamente. Enquanto o consórcio Tave Tejo obteve uma pontuação negativa de 9,49 pontos.

No Risco, os dois concorrentes atingiram 12,65 pontos e 13,45 pontos, respectivamente, enquanto o Consórcio Tave Tejo apenas somou 8,20 pontos.

Se tivermos em conta a pontuação da Tave Tejo nos vários itens: solução técnica deficiente (5 pontos); gestão global e segurança do empreendimento (5 pontos); riscos técnico-financeiros (5 pontos) e deficiente exequibilidade do planeamento (9 pontos), podemos concluir a origem da substancial diferença de preço apresentada.

Sublinhamos que a classificação entre 0 e 5 pontos, em 20 pontos, é considerada medíocre.

Contestamos, assim, o facto de que o projecto classificado em primeiro lugar, com base essencialmente num critério de preço, apresente noutros itens sujeitos a avaliação, não só valores mais negativos do que os seus concorrentes directos, mas também, e em absoluto, valores medíocres (5 pontos em 20 possíveis), o que nos parece evidentemente pôr em causa a credibilidade global da proposta.

Anexamos tabela de classificação atribuída pelo júri do concurso.