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Grupo Mota-Engil lucrou 19,6 milhões de euros


Grupo Mota-Engil lucrou 19,6 milhões de euros
2010-08-31

Grupo Mota-Engil lucrou 19,6 milhões de euros

O GRUPO MOTA-ENGIL atingiu, no primeiro semestre de 2010, um resultado líquido de 24 milhões de euros, dos quais 19,6 milhões de euros atribuíveis ao GRUPO, valor superior ao apresentado no primeiro semestre do ano anterior (2009: 14,3 milhões de euros).

O volume de negócios no primeiro semestre de 2010 cresceu 2,6% (considerando os dados pró-forma de 2009), atingindo 900 milhões de euros (2009: 878 milhões de euros). Esta evolução foi possível devido ao crescimento na área de Ambiente & Serviços (20% no 1º semestre e 34% no 2º trimestre de 2010).

O crescimento das margens EBITDA na área de Engenharia & Construção no 1º semestre de 2010 (10,3% em 2010, que compara com 8,9% em 2009), aliado ao crescimento do volume de negócios e correspondentes margens EBITDA na área de Ambiente & Serviços, permitiu a obtenção de uma boa performance operacional consolidada (103,2 milhões de euros em 2010, que compara com 92,3 milhões de euros em 2009).

O volume de negócios da área da Engenharia & Construção, no primeiro semestre de 2010, atingiu os 715,3 milhões de euros (2009: 728 milhões de euros), traduzindo-se numa redução de 1,7% face ao primeiro semestre de 2009.

Esta evolução deveu-se, essencialmente, à fraca performance obtida no segmento Portugal (diminuição de 21% do volume de negócios), que não conseguiu ser compensada pelo crescimento no segmento África (54%).

O segmento de África registou um volume de negócios de 288 milhões de Euros (2009: 187 milhões de euros). O mercado de Angola continua a crescer a bom ritmo, sendo que, no primeiro semestre de 2010, o volume de negócios alcançado neste mercado foi de 221 milhões de euros (2009: 144 milhões de euros). Ao mesmo tempo, a carteira de encomendas nos restantes países desta região foi fortemente reforçada, com destaque para Moçambique.

Ao nível da rentabilidade operacional da área de negócio há a registar o crescimento da margem EBITDA face a 2010 (10,3% em 2010, contra 8,9% em 2009).

Em Portugal, apesar da fraca performance no 1º semestre em termos de Volume de Negócios e em termos de rentabilidade operacional, mantem-se a expectativa de recuperação dos atrasos decorrentes, principalmente, das condições meteorológicas.

De igual forma, a actividade na Europa Central foi fortemente afectada por um Inverno excepcionalmente rigoroso, mas a carteira de encomendas permite antecipar a recuperação dos atrasos nas obras em curso, embora seja previsível que tal não venha a acontecer, na totalidade, em 2010. Destaque, no entanto, para o facto de o principal mercado nesta região (a Polónia) ter resistido a condições climatéricas completamente excepcionais e ao impacto da situação financeira internacional, registando ligeiro crescimento no volume de  negócios.

A actividade da área de Ambiente & Serviços cresceu cerca de 20%. O volume de negócios no primeiro semestre de 2010 ascendeu a 185 milhões de euros (2009: 154 milhões de euros).

O segmento da Logística continua a representar a maior fatia da actividade da área de negócio, tendo crescido 10% face aos valores obtidos em igual período do ano passado (74 milhões de euros de volume de negócios em 2010, que compara com 67,3 milhões de euros em 2009). Este comportamento está em linha com o esperado para 2010 em termos da actividade portuária, que registou alguma recuperação apesar do contexto actual de crise. Neste segmento, de referir ainda as dificuldades registadas na actividade de transporte ferroviário, fruto de uma forte agressividade comercial.

O segmento de Resíduos teve uma boa performance no 1º semestre de 2010, quer em termos de actividade (crescimento de 13% no volume de negócios), quer em termos de rentabilidade operacional (margens EBITDA de 26% em 2010, que compara com 21% em 2009).

Ao nível da rentabilidade operacional da área de negócio, há a registar um ligeiro crescimento do EBITDA face a 2009 (crescimento de cerca de 15%), com manutenção das margens em torno dos 18%.

Os resultados financeiros contribuíram negativamente em 26,8 milhões de euros para o resultado líquido do GRUPO (2009 pro-forma: -23 milhões de euros), o que representa um aumento de cerca de 17% face a idêntico período de 2009. De referir no entanto que o agravamento da crise financeira internacional ainda não afectou, no semestre em análise, o custo do capital alheio, pelo que os encargos financeiros líquidos se mantiveram abaixo dos valores do semestre homólogo

Fruto desta performance operacional e financeira, o resultado antes de impostos foi de 35,8 milhões de euros e o resultado líquido atingiu, no primeiro semestre de 2010, o montante de 24 milhões de euros dos quais 19,6 milhões de euros atribuível ao GRUPO.

O investimento líquido consolidado atingiu 54 milhões de euros. O endividamento líquido, no final do semestre,
totalizava 1.114 milhões de euros, dos quais 91 milhões de euros sem recurso.
 
A carteira de encomendas no final de Junho ascendia a cerca de 3,5 mil milhões de euros, registando um valor sensivelmente idêntico ao de Dezembro de 2009.

Esta performance ao nível da carteira de encomendas deverá manter-se, permitindo suportar o crescimento do volume de negócios. A estratégia de internacionalização, os planos de investimento público para potenciar a recuperação das economias dos diversos países nos quais o GRUPO se encontra a operar, bem como o alargamento do modelo de diversificação e cross-selling a alguns desses países, serão as bases para que o crescimento da carteira de encomendas sustente o crescimento anunciado para 2010, mas também potencie as previsões de médio prazo divulgadas.

No semestre em análise, a referida estratégia teve impacto significativo no valor de novos contratos em mercados como, entre outros, o Peru e Moçambique.