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Estudo AT Kearney afirma que Retalho em Portugal tem margem para crescer


Estudo AT Kearney afirma que Retalho em Portugal tem margem para crescer
2010-07-07

Estudo AT Kearney afirma que Retalho em Portugal tem margem para crescer

China recupera a atenção dos mercados retalhistas e Portugal com margem para crescer

O sector retalhista está cada vez mais orientado para a expansão internacional, conclui o nono Global Retail Development IndexTM  (GRDI), um estudo desenhado pela consultora estratégica A.T. Kearney sobre o desenvolvimento do sector de distribuição a retalho, com o objectivo de ajudar as empresas a definir prioridades para as suas estratégias de expansão internacional.

“Os retalhistas deram-se conta que os mercados desenvolvidos já não são os poderosos motores de crescimento que eram anteriormente”, afirma Jose Ignacio Nieto, sócio da A.T. Kearney. “Agora, investir em países emergentes para assegurar o crescimento futuro passou a ser uma necessidade. Estabelecer-se nestes países, independentemente da sua dimensão, é considerado o melhor caminho para se obter êxito no mercado retalhista global”, afirma o responsável.

Enquanto muitos retalhistas continuam a centrar-se em grandes mercados emergentes como o Brasil, Índia e China, o GRDI deste ano encontrou numerosas iniciativas em países mais pequenos, como o Kuwait, Emirados Árabes Unidos ou o Uruguai – que representam oportunidades cada vez mais atractivas. Alguns destes países oferecem aos retalhistas grandes oportunidades para o seu estabelecimento em zonas costeiras (Macedónia, Guatemala), servindo como “mercados de prova” devido às semelhanças com outros países da região (Uruguai), e beneficiando da existência de povoações fortemente urbanizadas e com elevado poder de aquisição (Kuwait).

Os dez primeiros países do ranking GRDI de 2010 são uma mescla diversificada de grandes e pequenos mercados, e a mais variada desde os últimos nove anos nos quais o estudo foi realizado: China, Kuwait, Índia, Arábia Saudita, Brasil, Chile, Emirados Árabes Unidos, Uruguai, Peru e Rússia.

A China volta a ocupar o primeiro lugar do ranking GRDI, o que já não acontecia desde 2002. Os consumidores chineses estão a habituar-se cada vez mais aos formatos de venda a retalho ao estilo ocidental, e a dimensão do seu mercado continua a proporcionar grandes oportunidades.
A Índia, o primeiro destino do GRDI 2009, desce para a terceira posição. O crescimento das vendas a retalho irá continuar, no entanto, a introdução de um número elevado de retalhistas estrangeiros, os actuais preços do imobiliário e a escassez de espaços, associada a restrições ao investimento estrangeiro fazem com que este mercado se aproxime da sua maturidade.

Actualmente, o Médio Oriente e o Norte de África oferecem as melhores oportunidades de crescimento para o mercado retalhista internacional. Um total de oito países desta região está posicionado entre os primeiros do ranking deste ano: Kuwait (2º), Arábia Saudita (4º), Emirados Árabes Unidos (7º), Tunísia (11º), Egipto (13º), Marrocos (15º), Turquia (18º) e Argélia (21º). Os benefícios fiscais oferecidos por estes mercados e o facto de serem países ricos no fornecimento de petróleo faz com que sejam minimizados os danos causados pela recessão económica. As vendas a retalho estão a aumentar, impulsionadas por rendimentos mais elevados, pelo crescimento da população urbana, pelo fortalecimento da classe média e pelo investimento em infra-estruturas.

“Devido ao facto que, tanto as empresas locais como as internacionais se começaram a expandir na região, estão a produzir-se numerosas associações, através de franchising, em parte fomentadas pelas restrições governamentais”, assegura Vanda Nogueira, principal da A.T. Kearney.” Alguns sócios locais também já criaram modelos de negócio franchising de empresas internacionais em toda a região”, afirma a responsável.

A América Latina, com uma forte capacidade de recuperação face à recessão, posiciona quatro países entre os dez primeiros no ranking GRDI. O aumento do rendimento per capita e a melhoria das condições de negócio estão a atrair um maior número de investidores, que cada vez mais se regem por formatos de distribuição moderna. As empresas locais também estão a ampliar o seu mercado dentro da região, desafiando desta forma os retalhistas internacionais previamente estabelecidos.

Portugal: potencial de crescimento e internacionalização

A decisão de abordar uma aventura internacional é, em geral, uma combinação de três factores; o primeiro está relacionado com as características próprias do mercado local no qual se está a competir, o seguinte factor está condicionado pelo atractivo observado nos mercados exteriores – factor que é endereçado pelo nosso índice GRDI – e o último factor está intrinsecamente relacionado com a situação de cada empresa em particular.

Quando comparado com outros mercado europeus, Portugal ainda apresenta potencial de crescimento na distribuição organizada (ex: no retalho alimentar, a quota de mercado dos Top5 retalhistas a operar em Portugal não vai além dos 66 por cento, quando comparado com valores da ordem dos 80 por cento em alguns países do Norte da Europa).

No entanto, os principais players nacionais, condicionados por um crescimento interno limitado, em muito devido a restrições legais associadas ao licenciamento de lojas, começaram já há algum tempo a adoptar estratégias de expansão internacional que ultimamente se têm intensificado.

Neste sentido não é de surpreender que mercados retalhistas de países emergentes, alguns dos quais com afinidades com Portugal, como o Brasil, e outros como a Turquia, países do Médio Oriente, do Norte de África e da Europa de Leste, estejam já no topo das atenções de players portugueses – através de oportunidades de aquisição, parceria ou franchising, concretizadas ou por concretizar, com o objectivo de exportar o forte know-how existente neste sector em Portugal.

Por outro lado, e pelas mesmas características do mercado Português, também é expectável que se registe um crescimento da competitividade do mercado através da entrada de players externos, inclusive de mercados emergentes, que utilizem Portugal como plataforma de entrada para a Europa.

Sobre o Estudo GRDI
Publicado desde 2002, o GRDI ajuda os retalhistas a escolher prioridades nas suas estratégias de desenvolvimento internacional identificando quais são os países emergentes mais atractivos. Para tal, são analisados um conjunto de 25 variáveis entre as quais se incluem: risco económico e político, atractividade do mercado, níveis de saturação assim como a diferença existente entre o crescimento do PIB e das vendas a retalho. Uma análise mais detalhada e específica de cada país pode ser encontrada em www.grdi.atkearney.com.

Sobre a A.T. Kearney
Fundada em Chicago em 1926, a A.T. Kearney foi pioneira no mundo da consultoria.
Oitenta e quatro anos ao serviço da alta direcção de algumas das mais importantes empresas do mundo situam a A.T. Kearney como uma das frimas de consultoria de alta direcção líderes, aplicando as suas competências nas áreas da estratégia, organização e operações em diversos sectores de actividade, entre os quais bens de consumo e retalho, transportes e infra-estruturas, telecomunicações, energia e instituições financeiras. Actualmente, a A.T. Kearney está presente em 32 países da Europa, América e Ásia, contando com escritórios em 58 cidades.
A A.T. Kearney inaugurou o seu primeiro escritório na Península Ibérica há 20 anos e conta actualmente com escritórios em Madrid e em Lisboa. A página Web da A.T. Kearney na Internet é: www.atkearney.com Visite a nossa página em português: www.atkearney.pt

Para mais informações, contacte:
Diana Ralha
E: dr@cunhavaz.com
T: 932135457